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RGB ou CMYK, eis a questão!

Tags:, , , , , , , , Categoria: Desktop Publishing segunda-feira, 28-03-2011

Neste artigo, descubra as diferenças entre os dois formatos de cores mais utilizados na computação gráfica e DTP, e também quando e porquê utilizar cada um deles.

Uma dúvida muito comum no que diz respeito a modos de cores é justamente sobre quando utilizar RGB ou CMYK. Para os iniciantes em arte gráfica e design isso pode se tornar um pesadelo se não for corretamente compreendido, acabando por gerar dor de cabeça na hora de portabilizar os arquivos para DTP por exemplo.

Abrindo um Parênteses: o que é DTP mesmo?

Por incrível que pareça, muitos dos que trabalham da área de design gráfico não sabem o que significa essa importante sigla. Se você se encaixa neste quadro, chegou a hora de descobrir!

Para quem não sabe o que é DTP, a sigla significa “DeskTop Publishing” e diz respeito a toda arte gráfica que será destinada à publicação na forma de mídia impressa. Para o trabalho de DTP, existem diversos sofwares altamente qualificados para as diversas áreas, sendo os mais relevantes:

Tratamento de Imagens: Adobe Photoshop, Corel PhotoPaint, etc;

Diagramação de Revistas e Livros: Adobe Indesign, Quark Xpress, Microsoft Publisher, etc;

Ilustração: Adobe Illustrator, Corel Draw, etc;

Evitando estresse desnecessário

Imagine a seguinte situação: No estúdio, o designer cria seu cartão de visita colorido e bonitinho, imprime uma cópia da arte na sua impressora laser colorida para ser usada como prova e envia o arquivo com a arte e a cópia para a gráfica que faz a produção do material no papel.

O pessoal da gráfica empacota os cartões impressos, reenvia para o estúdio e quando o designer abre o pacote, a surpresa: as cores estão diferentes, o azul então parece roxo! O xingamento começa, “A gráfica não presta! Mudaram minha arte!” – sem contar outros xingos que não serão mencionados aqui.

Infelizmente, como designer profissional e para o bem da verdade, sou obrigado a dizer que geralmente a culpa é nossa. Quando não verificamos, ou ainda não compreendemos como funciona o processo de cores, os profissionais da produção gráfica terão que fazer milagres na hora de ajustar a carga de tinta para que o resultado final chegue, o mais próximo possível da nossa arte.

Por isso, muitas vezes, os profissionais gráficos e os designers se tornam uma espécie de arque-inimigos, cada um atribuindo a culpa ao outro num ciclo redundante infinito. Vamos, então, tentar amenizar isso, pelo menos de nossa parte, aprendendo mais sobre os modos de cores.

Como funcionam os sistemas RGB e CMYK

Os dois sistemas de cores funcionam de forma totalmente oposta. Enquanto o RGB é formado pela adição de luz, o CMYK funciona pela subtração da luz.

Isso acontece porque as cores RGB são criadas pela emissão de pontos luminosos a partir de uma TV por exemplo, enquanto que as cores CMYK são formadas por pigmentos ( tintas ) adicionados no papel.

Na comparação abaixo, o lado direito corresponde ao modo CMYK. Sendo assim, Ciano (lado direito) é a cor inversa do Vermelho ( lado esquerdo ), o Magenta é a cor inversa do Verde e o Amarelo é a inversa do Azul.

RGB CMYK Comparação

Assim, no lado direito, Magenta + Amarelo = Vermelho, Magenta + Ciano = Azul, Ciano + Amarelo = Verde e a mistura de todas as cores resultará em Preto.

Você pode conferir a inversão das cores em qualquer programa gráfico, como Photoshop por exemplo, bastando para isso pintar uma área qualquer de Vermelho, por exemplo, e selecionar a opção “Inverter” para que o Vermelho se transforme em Ciano.

Quando temos uma imagem em RGB e desejamos convertê-la para CMYK, devemos saber que as cores básicas do RGB irão ficar bastante diferentes após a conversão. Por esse motivo, sempre que possível, trabalhe diretamente em CMYK. Na imagem abaixo, veja a diferença gerada pela conversão RGB -> CMYK:

RGB CMYK Conversão

Quando e como utilizar o modo RGB

RGB Header

Significando literalmente Vermelho (Red), Verde (Green) e Azul (Blue), o propósito do modo RGB é a exibição colorida em dispositivos eletrônicos como monitores de computador, televisão, datashow, câmeras digitas, ou fotografias tradicionais (reveladas), etc. Em outras palavras, a utilização do modo de cor RGB não se destina a DTP, mas a criação de mídia virtual como filmes, galerias digitais, e todo o tipo de imagem exibida em tela.

O RGB é um “Sistema Aditivo” onde as cores são formadas através da “emissão/adição de luz” gerando pontos luminosos projetados pelo dispositivo de exibição, como um monitor de computador por exemplo.

Estes pontos de luz possuem 3 canais ( Vermelho, Verde e Azul ) e podem possuir até 255 níveis diferentes de tonalidade, podendo atingir até 16,7 milhões de combinações.

Resumindo:
Quando menos luz, mais preto e quanto mais luz é emitida, mais branco.

Veja um exemplo de composição com os 3 canais do RGB:

RGB Composicao

Quando e como utilizar o modo CMYK

CMYK Header

Também conhecido como “Cromia” ou “Quadricromia”, significa literalmente Ciano (Cyan), Magenta (Magent), Amarelo (Yellow) e Chave – a cor Preta (Key). O modo CMYK é utilizado para trabalhos gráficos destinados a mídia impressa como revistas, livros, cartazes, etc;

O CMYK é um “Sistema Subtrativo” onde as cores são formadas através da “absorção/subtração de luz” pelo papel branco em combinação com a intensidade dos pigmentos coloridos adicionados no papel. É justamente o contrário do RGB que emite a luz, por isso a dificuldade de se reproduzir fielmente no papel todas as cores que existem na tela do monitor.

Estes pigmentos possuem 3 canais básicos ( Ciano, Magenta e Amarelo ) e 1 canal chave ( Preto ) para ajustar os contrastes. Podem possuir até 100 níveis diferentes, podendo produzir milhares de combinações.

Resumindo:
Quanto menos pigmentos, mais branco ( pois o papel pode refletir mais a luz ) e quanto mais pigmentos, mais preto.

Veja um exemplo de composição com os 3 canais básicos do CMYK, para comparar com o RGB:

CMYK Composição 3 Cores
Você deve estar se perguntando:

Por que existe o canal chave “Preto” se é possivel formar a cor preta misturando os canais básicos?

Key Channel Header

1. O preto impuro:
O preto gerado pela mistura dos canais básicos não é puro, podendo variar de acordo com a qualidade do papel utilizado para a impressão;

2. Rompimento do papel:
Para atingir o preto com apenas os canais básicos é necessário uma carga de tinta de 100% em todos eles e dependendo do papel e do clima, a impressão pode não secar nunca ou pode ainda romper o papel se ele for muito fino;

3. Problema dos textos:
Os textos pequenos devem sempre que possível ser criados a partir do canal Preto, pois os textos gerados a partir de canais misturados nunca ficam com a resolução total, podendo ficar até embassados se a impressora não estiver 100% ajustada;

4. Custo alto:
O pigmento preto é o mais barato de todos. Utilizar as outras cores mais caras para gerar o preto resulta em desperdício de dinheiro, pois a impressão ficaria pelo menos 5 vezes mais cara.

Veja um exemplo de composição com os 4 canais do CMYK:

CMYK Composição 4 Cores

Bom, pessoal, por enquanto é só e espero ter ajudado. Até o próximo artigo.

Referências Externas:» http//pt.wikipedia.org/wiki/RGB
» http//pt.wikipedia.org/wiki/CMYK

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22 Comentários para este Artigo

  1. Roberto (Replicar) 29 de março de 2011

    Trabalho com o GIMP para ediçao de fotos nos sites que dou manutenção e linux, mas em minha empresa utilizo o photoshop e ilustrator…
    É possivel manipular CMYK no GIMP ou existe alguma ferramenta similar para eu utilizar.

    • rpdesigner (Replicar) 29 de março de 2011

      Olá amigo Roberto.
      O Gimp é um software realmente muito bom e estável, mas infelizmente ele não suporta nativamente o sistema CMYK ( pelo menos por enquanto ).
      Existe um outro programa para linux chamado Krita ( http://www.krita.org/ ) muito legal e completo ( parece um pouco com o Photoshop ), só que eu acho ele um pouco instável. Mas serve para converter as imagens RGB para CMYK.
      De qualquer forma, pode-se também criar as imagens em RGB mesmo e finalizá-las no Scribus ( alternativa Open Source ao Adobe Indesign ). Eu já usei bastante a dupla Gimp + Scribus para DTP e dá para trabalhar bem.

  2. Marcos Augusto (Replicar) 29 de março de 2011

    Cara, que artigo bom! Nunca entendi direto a diferença entre RGB e CMYK. A sua explicação é clara e precisa. Parabéns. Você pretende postar alguma coisa referente a DTP no linux? Posso usar o Gimp para fazer artes para gráfica?

    • rpdesigner (Replicar) 29 de março de 2011

      Olá, Marcos!
      Em relação ao Gimp, creio que a questão do Roberto já responde sua pergunta. Futuramente postarei sobre DTP no linux sim.
      Obrigado pelo comentário!

  3. leandro (Replicar) 19 de junho de 2011

    Obrigado pelas informações!

  4. Júnior Bocelli (Replicar) 20 de setembro de 2011

    Boa noite amigo,

    O seu texto ficou muito bom, porém não resolve algumas dúvidas. O preto puro deve ser usado em fontes pequenas e também em backgrounds, pois pode tornar-se um pouco transparente.

    Para solucionar esse problema as gráficas aconselham que usemos o preto impuro e é aí que tenho dúvidas. Algumas gráficas pede para que eu use (40,0,0,100), outras (40,20,20,100), no entanto, se analiso as cores que aparecem no monitor ficam um pouco diferentes do preto convencional.

    Sou web designer e entendo Photoshop, Illustrator CorelDraw e outros programas, mas estou acostumado a criar artes digitais, sobretudo para a web. Não tenho experiência na criação de arte impressa e na verdade só estou quebrando um galho aqui na empresa; tenho medo de perder o dinheiro do meu cliente por causa de uma “zica” na cor.

    Se você já teve esse problema, por favor, me instrua sobre qual preto eu deva usar.

    Obrigado.

    • rpdesigner (Replicar) 4 de outubro de 2011

      Olá amigo.
      Desculpe por não responder sua pergunta antes, pois estive sem internet por duas semanas.

      Em relação ao preto puro ou não, isso é um dilema. Os pretos puros realmente ficam “lavados” em fundos claros.
      Eu costumo utilizar 20, 0, 0, 100 para resolver isso, pois quanto mais ciano, mais azulado ficará o preto. Isso basta para a gráfica que eu mando meus trabalhos.
      Já em relação a segunda opção que você apresentou ( 40,20,20,100), se a máquia que for imprimir sua arte for uma offset Monocromática ou Bicolor, poderá acontecer problemas de registro (aquelas bordinhas brancas ou coloridas que embaçam a arte).

      O ideal é poder acompanhar o trabalho do pessoal na gráfica para chegar a um valor adequado, mas se não for possível um contato destes, aqui vai uma dica muito legal:
      Quando for montar suas artes, coloque num cantinho do papel alguns quadradinhos e pinte-os com misturas diferentes para formular seu preto (por exemplo 40,0,0,100 ou 20,10,10,100, etc ). Mande para a gráfica e peça para eles devolverem este “pedaço” que você fez para poder analisar você mesmo.

      Outra dica menos convencional:
      Se o problema são as letras pequenas, uma solução perfeita seria criar uma arte separada só para o texto preto e mandar o pessoal da gráfica imprimir com uma tinta PRETA da marca PANTONE. Esse é o “milagre ” que as grandes revistas fazem para os textos miúdos, porém vai resultar em um fotolito adicional e na compra da tinta PANTONE, que não é tão barata.

      Em artigos futuros vou abordar mais sobre DTP e produção gráfica.

  5. Daniel (Replicar) 28 de setembro de 2011

    Excelente artigo Ricardo!

    Agora se puder me ajude em uma dificuldade minha pois sou inciante em artes gráficas. Fiz um cartão de visita, mandei pra gráfica, a gráfica me devolveu dizendo que o arquivo .jpeg (feito no photoshop) estava com cores RGB, que preciso mandar com formato CMYK de cores. Agora o Problema é que nao sei nem por onde começar a mudar isso, ou como buscar a respeito.. Se vc puder me dar uma luz,,, agradeceria de coraçao amigo.
    Grande abraço.

    • rpdesigner (Replicar) 4 de outubro de 2011

      Para converter uma imagem RGB para CMYK no Photoshop, vá para o menu “Image > Mode > CMYK Color” ou, se sua versão for em português, “Imagem > Modo > CMYK”.
      Uma dica importante é evitar o uso do imagens JPEG para imagens gráficas, pois podem resultar em perda de qualidade, ou seja, só use JPEG em último caso.
      Prefira sempre a extensão TIFF, que é a mais recomendada para o ramo gráfico.

  6. Matheus (Replicar) 25 de outubro de 2011

    Olá eu trabalho com o GIMP mas como é dito acima ,ele não trabalha com o formato de cores CMYK uso o windows e gostaria de saber como converter uma imagem q foi criada no GIMP(RGB) em CMYK sem o photoshop desde já agradeço

    • rpdesigner (Replicar) 26 de outubro de 2011

      Olá Matheus. Para windows existe um poderosíssimo programa de processamento de imagens chamado ImageMagick ( disponível para windows e osx ). Ele consegue converter para inúmeros espaços de cor, inclusive com perfis.
      O único impecílio ( que é incômodo para muitos usuários ) é que ele funciona na linha de comando, ou seja, no CMD.
      Pode-se baixar o programa aqui: ImageMagick-6.7.3-2-Q16-windows-dll.exe
      Ao rodá-lo, use o seguinte comando para converter:
      convert imagem-rgb.jpg -colorspace CMYK imagem-cmyk.jpg
      Mais informações no site do programa: http://www.imagemagick.org

  7. Jeferson (Replicar) 14 de fevereiro de 2012

    Muito Legal cara, gostei muito valeu….

  8. Rosete (Replicar) 25 de fevereiro de 2012

    Olá Ricardo,
    Parabéns pelo artigo!
    Gostaria de saber se vc conhece algum programa que converta várias imagens ao mesmo tempo (em lote) de RGB para CMYK sem perder qualidade, pois estou desenvolvendo no Indesign, um livro com muitas fotos. Desde já agradeço!

    • rpdesigner (Replicar) 25 de fevereiro de 2012

      Olá Rosete.
      Você já conhece os “actions” do Photoshop?
      Você pode gravar uma ação que faça isso por você. A ações funcionam assim:

      1) Você cria uma nova ação no painel “Actions” e clica no botão gravar. A partir de então, tudo o que você fizer será armazenado na sua nova ação;
      2) Após fazer as atividades que deseja ( converter imagem para CMYK, salvar a imagem e fechá-la ), clique no botão Stop para finalizar a ação;
      3) Agora basta abrir todas as imagens no Photoshop e no painel das ações, clicar no botão “Play” da ação que você acabou de criar e a ação vai repetir tudo o que você fez.

      Dê uma olhada no manual oficial da Adobe sobre os actions do Photoshop: http://help.adobe.com/pt_BR/photoshop/cs/using/

  9. Guilherme Vital (Replicar) 9 de março de 2012

    Oi Ricardo. Seu post foi muito útil para mim.

    Recentemente eu preparei uma arte no Illustrator (uma estampa para camisa), contendo apenas um texto e uma imagem. Eu já mudei as cores do texto para CMYK, mas minha dúvida é saber como posso converter a imagem em RGB para CMYK e também saber se devo mandar a imagem em JPG ou PNG.

    Desde já agradeço sua atenção.

    • rpdesigner (Replicar) 14 de março de 2012

      Olá Guilherme. Que bom que o post te ajudou!
      As imagens devem ser convertidas no Photoshop e depois adicionadas ao Illustrator!
      Para finalizar a arte como imagem, prefira sempre o formato .tiff, pois é o modo compactado de maior resolução.
      Outra opção é o formato PDF. Neste caso, prefira o preset “PDF X1A” disponível nos programas da Adobe quando você vai exportar para PDF.

  10. guilherme (Replicar) 4 de abril de 2012

    ótimo texto, não tem como ter dúvidas ainda depois de ler. parabéns

  11. Susana (Replicar) 20 de maio de 2012

    Muito obrigada pelas informações. São de facto questões um bocado descuradas nos cursos e formações de design. Mas muito importantes, sendo duvida! Muito obrigada mais uma vez! :)

  12. Geovane Santos (Replicar) 3 de julho de 2012

    Olá! Parabéns pelo ótimo texto!
    Uma dúvida: as impressoras comuns inkjet e laser color, fazem distinção do preto puro (C-0 M-0 Y-0 K-100) ou misturado em 100% de todas as cores?

    • rpdesigner (Replicar) 17 de agosto de 2012

      Olá Geovane! Depende do modelo da impressora! Já vi impressoras Epson fazerem preto 100%, mas a maioria delas cria o preto misturando as cores.
      O que não tem problema, pois a fidelidade de impressoras caseiras não chegam a se comparar com uma impressão profissional na gráfica.
      As impressoras que usamos em casa foram feitas para facilitar a vida do usuário, não exigindo que este tenha conhecimentos avançados, enquanto que as impressões na gráfica exigem mais conhecimento por parte de quem desenvolve a arte a ser impressa.

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